Cartas do futuro.


Minha Avó tem um dom, um dom que quase ninguém acredita.
Eu ao contrario sempre acreditei nela, sempre ouvi as coisas que ela tinha a dizer, sempre fiz o que ela me mandava fazer, sempre!
Ah, me esqueci de mencionar o dom dela, minha Avó é sensitiva, mais que isso até, ela tem um guia espiritual, ela é quase uma vidente. Rsrs.
Ela já fez muitas coisas ruins, mais muitas coisas boas também, por isso eu sempre acreditei nela, se ela fala pra eu fazer tal coisa eu farei.
Um dia, faz tempo isso já, eu de tanto insistir em ela “abrir” o baralho pra mim, ela finalmente “abril”, olhou, olhou, até que falou o que o tal guia estava mostrando.
Ela disse que eu iria casar cedo, que iria ser bem sucedida na vida, e outras coisas que não me lembro agora, eu fiquei muito chocada, e sempre levei isso comigo, acreditando com todas as minhas forças.
Eu sempre acreditei nela, e ainda acredito, mais o tempo passa, e nossa fé muda, e hoje em dia eu já não acredito com muita força nessas cartas que ela viu pra mim um tempo atrás.
Casar por exemplo, eu não pretendo, tenho dezenove e nem namorado tenho, já o meu futuro bem sucedido, isso eu que quero e vou conseguir, mais, não custa nada se “apegar” a uma coisa só para ter certeza mesmo que irá acontecer, mesmo não acontecendo.
Além do mais, meu destino sou eu quem faz não uma carta de um baralho qualquer comprado em uma loja barata, não é?

Seu dedos longos e Minhas mãos gordinhas.


Lembro a primeira vez que eu fui “fuçar” o Orkut dela.
Eu estava com ciúmes, por que todo dia ela comentava nas fotos dos meus amigos, e todo dia eles chegavam na escola falando dela, todo dia era a mesma coisa: “ ai vamos lá na Desa hoje?” ,” ai ontem fui na Desa...”, “ ai a Desa é tão legal...” e bla bla bla...
Já estava de saco cheio dessa tal de Desa.
Até que um dia antes de entrarmos de férias no meio do ano, ele vem todo animado com a notícia:
“A Andresa vai se transferir pra cá depois das férias.”

Passaram-se duas semanas, e eu finalmente iria conhecer a menina dos olhos grande, e vóz bonita que todos falavam.
O sino tocou e como ele sempre chegava atrasado não nos importamos em esperá-lo, entramos na sala, nos sentamos, e de longe ouvi a voz dele, estava conversando com alguém, meu coração já bateu mais rápido, é ela.
Quando eles entram na sala todos que a conheciam foram pra cima dela, cumprimentar, dar boas vindas, levaram ela até o professor e finalmente a vi.  
Pequena, com os braços longos as mãos mais lindas que eu já vi, o olho cor de licor mais lindos e grandes do mundo, o cabelo amarrado pra cima, em dois perfeitos cocs, como ela se auto denominava a pucca.
Linda, realmente, mais eu com ciúmes, não dei meu braço a torcer, me dirigia a ela quando precisava mais meu coração pedia algo mais. Sempre que batia o sito para a troca de aula, todos saiam e ela ficava por que não podia andar sozinha, ela sempre tinha que berrar para lembrarem-se dela, ela sorria acanhada, brincando, mais eu via que ela odiava quando faziam isso. O tempo foi passando, eu me habituando a ela, mais ainda assim tinha aquela parede bloqueando.
Mais um dia quando íamos saindo da aula de educação física, todos foram apresados pra fora, e ela ficou como sempre, mais naquele dia ela não precisou berrar, por que eu decidi pegar na mão dela e levá-la até a próxima aula.
Estendi minha mão, ela olhou pra ver quem era, sorriu tímida, eu sorri confiante, e quando ela uniu sua mão na minha, eu decidi que nunca mais ia solta-la.
Depois daquele dia, a tal parede, o tal muro invisível, sumiu, se foi, por que demos chance uma à outra, e com a convivência nossa amizade foi crescendo e se desenvolvendo.
Agora depois de dois anos, não largo mais a mão dela, agora ela é minha confidente, minha cura, meu exemplo de vida, minha modelo e minha melhor Amiga.
Eu Te Amo! E por favor, nunca mais largue minha mão.

Uma história dele.



Meu avô sempre me contava histórias de suas viagens pelo Brasil, ele era caminhoneiro.
E uma de tantas me marco, sempre me lembro dela, e hoje vou compartilhar com vocês.
Estávamos sentados a mesa na hora do almoço, e como sempre surgem histórias e mais histórias sobre o passado, o futuro, piadas, intrigas, tudo o que uma família faz no domingo de meio dia na hora do almoço.
E em um desses almoços ele começou a me contar essa história.
“Sabe Tatah, o vô sempre viajou muito, e nunca tive muito tempo pro seu pai, ele já avia crescido bastante estava no exercito nessa época, e eu como sempre viajando.
Um dia quando eu voltava de uma viaje eu vi de longe um milico (soldado), pedindo carona na beira da BR, e pensei comigo: vou dar uma carona a esse milico por que se meu filho estivesse pedindo carona eu gostaria que alguém desse uma carona a ele.
Paro o caminhão mais a frente e o milico vem correndo, ele abre a porta do caminhão de cabeça baixa dizendo Obrigada e tudo mais, e quando eu olho para ele era seu pai. Fiquei muito feliz quando vi que era ele, ele subiu na boleia e o levei até em casa, são e salvo.”
Parece até mentira contando isso não é? Mas não é uma história verídica, uma de muitas que meu avô já me contou, mais a de que mais gosto.
Obrigada Vô Gordo, por me deixar memórias tão lindas.
Eu Te Amo muito, e estou com saudades, mais eu sei que estarás comigo onde eu estiver.

Fraqueza.



Eu nunca fui de demonstrar meus sentimentos, tanto amor, quanto à dor, a raiva vem e vai então pra mim não faz diferença.
Nunca gostei de mostrar minhas fraquezas aos outros, não gosto de chorar, não falo Eu Te Amo em voz alta, não demonstro aversão aos outros em publico, eu simplesmente ignoro.
Odeio homens grudentos, odeio toda a melassera do amor, acho tudo tão chato, todos dizem que é por que eu nunca gostei de ninguém de verdade, e bla bla bla... Mais acho que não, eu só sou assim, não é meu signo, nem meus “ancestrais”, sou apenas eu!
Sou apenas eu e minhas idiotas fraquezas, meus defeitos.
Quem sabe um dia eu consiga derreter esse gélido coração que está se formando em meu peito e consiga chorar de novo, amar de novo.
Por que sofrer, ainda mais por amor?
N-U-N-C-A mais obrigada.

Eterno.


Dês de que me conheço por gente, ele sempre esteve ao meu lado.
Ele é um ano mais velho que eu, mais por causa de coisas que eu nem sei, ele sempre ficou um ano atrasado, ai foi quando nosso destino começou a se cruzar.
Eu tinha quatro, ele cinco.
Nossos pais eram amigos de longa data já, crescemos juntos.
Ele sempre gostou de mim, e eu como era “sem vergonha” dês de pequena, não gostava dele, gostava do melhor amigo dele, o Diego. Éramos namorados, mais tinha mais uma menina, a Andressa, e o Diego sempre era disputado por mim e ela, e o Thiago sempre de canto.
Isso tudo com quatro anos. RS.
O tempo passou, eu me mudei pra longe, mais isso não impediu agente de continuar nossa amizade, ele vinha pra cá com os pais, as vezes nós íamos, e era assim.
Fazia tempo que eu não o via, e hoje nos encontramos novamente, ele com vinte eu com dezenove.
Ele já namora, e eu tenho meus rolos, agora trabalhamos, pensamos no futuro. Muita coisa mudou dês dos quatro.
Mais nunca a força da nossa amizade, ele ainda gosta de mim, e não vou mentir que eu também gosto dele, mais ele sempre foi tímido, e eu também, então ficaremos assim, até um dia conseguirmos chegar ao nosso destino. Por que tantos anos juntos não foram por nada, alguma coisa nos espera no final desse “túnel”.
Te Amo, meu amigo, meu “namorado”, meu confidente, meu eterno!

Dialogos.



- Foi bom pra você?
- Foi... Maravilhoso... Perfeito, aliás, com você é sempre bom!
Ele se apóia no cotovelo esquerdo, intrigado com a resposta recebida. Então a fita como se tivesse uma pergunta para fazer, mas quando olha seu rosto; esquece tudo, pois ela sorria como ele nunca havia visto antes, e ela parecia tão feliz.
Ele questionou-se; por que estragar esse momento?. Voltou a deitar-se.
Ela pega a mão dele e pergunta:
- Queria perguntar alguma coisa, amor?
- Não... deixa pra lá.
- Agora pergunta, sabes como eu sou curiosa.
- Já que queres saber, lá vai: Por que você disse “com você sempre é!”? Você me trai?
Ela se senta irritada, e ele a segue no movimento repentino.
A voz dela se altera, enquanto ela “responde”.
- É claro que não, da onde você tirou essa idéia absurda? É só modo de falar.
- Pois é, mais uma pessoa viu você entrando em um carro preto com um homem.
- E quem foi essa pessoa?
- Você não conhece.
- Deve ser uma ex-namorada tua, não é?
- Claro que não, é uma menina do trabalho.
- Ah, então provavelmente ela gosta de você.
- Está ficando doida garota? Claro que não! Eu a conheço há mais de quatro anos.
- Ah, e eu? Você me conhece há menos de um, assim não acreditas em mim não é?!
Ela se levanta da cama, coloca a roupa, e então chorando ela deixa o quarto.
Ele levanta e vai atrás dela, consegue alcançá-la ao chegar à porta e diz:
- Espere, eu não duvido de você, eu só queria saber.
- Pois não parecia, agora me larga. Conversaremos amanhã.
Ela sai porta à fora, e ele fica parado abaixo da soleira, estampando um rosto confuso.

[...]
- Tchau mãe, volto mais tarde.
Ela sai apressada, já está atrasada, mas quando chega ao portão; o vê.
- O que você quer? - Ela pergunta com rispidez.
- Você disse que conversaríamos hoje.
- Não quis dizer de manhã cedo.
- Eu não dormi mais depois que você saiu, esperando o hoje chegar.
Ela o fita, e vê que seus olhos estão vermelhos, como se ele tivesse chorado há minutos atrás.
- Então o que você decidiu? – Ele pergunta, talvez sem desejo por sua resposta.
- Eu pensei bem, e acho melhor darmos um tempo, isso não está dando certo.
- Se é assim que você pensa. - Com isso ele pega sua mão direita e beija seu dedo anelar, onde geralmente ficava sua aliança... E vai embora.



Edição: Su.M