31 de Janeiro de 2007.


Era aniversário da nossa melhor amiga, ela tinha ligado a tarde para mim, e dito que íamos na pizzaria comemorar.
Fomos eu, ele, ela e o namorado. Casais que legal.
Chegamos lá, escolhemos uma mesa, nos sentamos, e pedimos, as pizzas foram vindo, e nós comendo, menos ele, nem sei por que ele veio, não gosta de extrato de tomate, mais enfim, estava feliz que ele estivesse ali do meu lado.
Conversamos, rimos, tiramos saro dos outros, tudo absolutamente normal, acabamos, pagamos nossa comida, e saímos pra andar um pouco.
Durante o caminho ele me abraçou pela cintura, estava frio, fiquei constrangida por isso, mais não liguei, ele estava me abraçando.
Andamos, andamos, andamos, quando vimos estávamos em frente a casa de nossa amiga, conversarmos um pouco ali em baixo no hall, e vi que era tarde pra eu ir embora sozinha, pedi que ele me levasse em casa, ele disse que sim, mais eu teria que voltar com ele até na pizzaria para pegar sua bicicleta.
Eu sabia que se eu voltasse com ele nós iríamos ficar, e ia ser lindo, era tudo o que eu mais queria, mais tola, e com medo, eu disse “não, eu ligo pro meu pai então.”
Ah, como me arrependo desse dia, como me martirizo por ter dito não, tudo poderia ser tão diferente agora, ele poderia estar me amando, podíamos estar juntos, tudo teria tomado um rumo diferente.
Mais, Deus escreve certo por linhas tortas não é?
Se eu tivesse voltado com ele aquele dia, não teria conhecido minha melhor amiga, que não teria me apresentado meus outros melhores amigos, e eu nem estaria aqui escrevendo sobre isso, por que não teria passado a noite com eles, falando sobre assuntos melancólicos, pra vim essa inspiração.
Se talvez algum dia Deus me der mais uma chance, eu não irei desperdiçar, não terei nada a perder, nem nada a ganhar, por que o amor dele pertence à outra, e pra mim ele só reserva o carinho de irmão.

Não!



Não o amo!
Não preciso dele!
Não o quero!
Pelo menos é no que eu preciso acreditar.

A elas...



Nunca fui uma pessoa de amar intensamente, sempre tive medo de amar, não como algumas pessoas que são exageradas, amam de mais, e rápido de mais.
Sempre tive que “testar” as pessoas antes de realmente achar, que elas poderiam ser confiáveis o bastante para que eu pudesse amá-las.
Sei que isso é a coisa mais egoísta do mundo, quem faz isso? Só uma pessoa muito tola, como eu.
Mais isso é de mim já, não sei por que sou assim, me questiono isso todo dia, acredite.
Mais, depois de muitos anos de procura, achei quatro pessoas que eu realmente posso dar todo o meu amor.
Uma me proporciona momentos únicos, me apresentou experiências novas, amigos novos (em fase de teste ainda. rs), coisas que eu gosto, e que pensava que ninguém no mundo gostasse também.
Falar de amor com ela é maravilhoso, ela entende, escuta, opina, brinca, ela é a melhor conselheira amorosa que eu tenho, por que nesses vinte anos de luta, acho que posso dizer que ela tem muita experiência.
A ela recorro quando preciso de cura.
A outra, me fez descobrir coisas que eu já tinha que achava chato, ficarem legais, divertidas, me ensinou muita coisa, me ensina ainda, todo dia aprendo coisas novas, e ela aprende comigo.
Com ela falar de qualquer coisa é maravilhoso, música, artes, mundo, fotos, tirar sarro da cara alheia, tudo, tudo o que você possa imaginar, ela entenderá, e terá uma boa resposta na ponta da língua para dar.
A ela recorro quando preciso de abrigo.
A outra me proporciona alegria, e isso posso falar de boca cheia é um sentimento mutuo, por que sei que sem mim, ela não consegue mais viver, sei que estou me achando aqui, mais eu sinto que pra ela, eu dou muita alegria, e ela me dá muita alegria, a que mais fala que cuida dos outros, é a que eu mais cuido, com ela sei que posso contar pra qualquer coisa, sei que no momento ela não está como deseja, mais também sei, que mesmo assim, ela fará de tudo para te acalentar, e te fazer feliz.
Minha preciosa, minha pequena boneca de vidro.
A ela recorro quando preciso sumir do mundo.
E principalmente a ela, eu digo com todo o meu ar, com todas as minhas forças, MUI-T-O O-BRI-GA-D-A!
Por ter aberto a porta desse novo mundo que estou conhecendo.
Agora ao pedaço mais carente do meu coração.
Ah, como eu a amo, ela é tão linda, divertida, meiga, tola, eu não sei explicar o sentimento que une nós duas, e acho que nem ela saberia, é a que agora está mais afastada, mais é a que eu mais vejo que precisa de mim, ela já me deu tantas coisas, tantas “informações valiosas” que nem ela sabe que deu.
Minha princesa da Disney, minha muléca, que no fim só quer ser amada.
A ela eu recorro quando preciso me sentir útil.
Quem nunca sentiu diferentes tipos de amor que atire a primeira pedra, por que pra mim, é impossível, sentir um amor só e amar todo mundo igual.
Quem fala isso está mentindo, por que não dá, todo mundo tem um valor diferente, eu aprendi a separar meu amor, amo todas, mais cada uma de um jeito diferente, cada uma é preciosa de um jeito pra mim.
Por isso não me julguem dizendo que sou egoísta, por que posso dizer meu coração é dividido em vários pedaços, mais os maiores são os delas!


Simples não?


Se um dia o mundo for um lugar bom de se viver, ele virá, e me fara muito feliz!

Chore.


 Uma vez me disseram que o choro de verdade ele vem lá do coração.
Sabe, não sou uma pessoa que chora muito, acho que eu espero meu coração ficar bem cheio pra daí esvaziá-lo, será que é certo fazer isso?
Eu mesmo sempre fazendo isso, acho muito errado, é bom chorar, sempre dizem que é ruim engolir o choro, e é mesmo, mais tem vezes que não dá, é impossível engolir isso, quando ele vem realmente do coração, ele vem com tanta força que é sobrenatural o jeito que acontece.
Por isso, faça o que eu digo, mais não faça o que eu faço.’’
Não prenda seu choro, se sentir vontade de chorar, chore, chore para o vento, chore para seu travesseiro, chore pro seu computador, chore pra você mesmo!
Mais não o deixe guardado, acredite em mim, por que eu faço muito isso e não vale a pena, faz mal pra alma, pro coração e principalmente pra você mesmo.



Pra minha Su, por que sei que tudo vai ficar bem, acredite ou não, seu sei que vai!
Te Amo! 



Velhos Tempos.


Aqueles sabe, que você nunca esquece.
A uns onze, doze anos atrás, minha família se mudou, meu pai tinha sido transferido, e como nossa vida não era o que se podia chamar de boa onde estávamos viemos embora, sem pensar duas vezes, sem nem mesmo olhar para trás.
Chegamos aqui, acanhados, não conhecíamos ninguém, exceto uma tia de minha mãe, nos mostrou uma casa, e ficamos lá mesmo, por falta de opção.
Meu irmão ia bem no colégio, já tinha amigos e tudo mais, foi quando um dia ele chega em casa e diz:
- Mãe, vou dançar.
Minha mãe atordoada fica imaginando, ''como dançar, meu filho tão envergonhado'', mais não falou nada, cidade nova, vida nova não é?!
Passou-se três anos depois dessa “revelação”, meu irmão, que minha mãe pensava que não duraria dois meses nessa tal de dança, estava firme e forte, e eu estava mais encantada do que nunca, viagens, competições, amigos, diversão, era só o que eu via.
Aos quatorze anos entrei no grupo, não dançava bem, não mesmo, mais me passaram por causa dele, “irmã do chorão, vai dar boa.”
Fiquei feliz, ia dançar, me divertir, viajar, e tudo mais, no começo era só isso, mais ai fui fazendo amigos, criando responsabilidades, vendo que sem ela já não seria mais a mesma vida, seria tudo sem cor, sem o brilho do palco.
Fiquei três anos apenas, entrei em outro grupo, mais já não tinha mais o mesmo brilho, muito menos a mesma cor, era tudo tão diferente, mais orgulhosa, não queria dar o braço a torcer, mais agora aqui posso falar.
Me arrependo de ter saído da maneira que sai, sinto falta, muita falta da minha dança, nunca vou esquecer os velhos tempos, por que toda vez que fecho meus olhos, eu vejo o quanto eu era feliz, e por causa de deles eu terei uma história maravilhosa a contar aos meus filhos, netos, bisnetos.
Obrigada, por tudo, e que a cada dia mais, vocês evoluem, e dêem chance a outras pessoas de criarem uma história tão linda quanto a que vocês deram a mim.